Certamente todos estamos familiarizados com a palavra depressão e já ouvimos falar de alguém próximo que sofreu ou sofre desta problemática, ou até mesmo nós próprios.
Portugal é o segundo país da Europa com a taxa de casos de depressão mais elevada e, por ano, 400 mil portugueses são diagnosticados com esta doença. No ano de 2017 foram prescritos 20 milhões de embalagens de psicofármacos em Portugal, sendo gastos diariamente 600 mil euros neste tipo de medicação.
Como é que um país com a nossa dimensão atinge números tão elevados?
O que está errado?
No nosso país, poucas ações têm sido executadas em relação a esta “epidemia” e o estigma cultural, bastante retrógrado, associado à saúde mental, funciona como um catalisador, pois somos movidos por uma cultura em que “um homem não chora”, depressões são tabu e que essas pessoas são apenas menos fortes, ou até mesmo fracas. A facilidade em dirigirmo-nos a uma consulta médica e, em 15 minutos, temos uma receita com mais uma droga que nos vai atenuar os sintomas, é tipicamente português. Negligencia-se a psicoterapia e a remissão da problemática, algo que a medicação nunca fez. O alerta e ação sobre estes factos, levará a um decréscimo nas estatísticas (monstruosas) que temos por cá. Ultrapassar estigmas, comportamentos e, de grande enfoque, pensamentos em Portugal é de carácter urgente, de modo a desenvolver a prevenção e maior atuação nesta doença.
A depressão é uma doença psicológica – um estado emocional que diminui a nossa saúde mental. A palavra depressão circunscreve a disposição que sentimos em determinada altura – é um estado provocado pela angústia que experimentamos quando pensamos e/ou estamos em situações na vida que nos perturbam e entristecem. É, então, um estado que nos faz sentir o nosso corpo a afundar, numa angústia tão avassaladora que põe em causa o nosso bem-estar e, em muitos casos, de quem nos rodeia.
Perturbação depressiva persistente
Caracterizado por um humor deprimido que dura, pelo menos, dois anos. Uma pessoa diagnosticada com transtorno depressivo persistente pode ter episódios de depressão grave, juntamente com períodos de sintomas menos graves.
Depressão pós-parto
As mulheres com depressão pós-parto experimentam grande depressão durante a gravidez ou após o parto. Os sentimentos de extrema tristeza, ansiedade e exaustão que acompanham a depressão podem dificultar as tarefas das novas mães, como as atividades de cuidados diários para si e/ou para os bebés.
Depressão psicótica
Trata-se de uma categoria atípica de depressão major (grave), onde as pessoas demonstram, juntamente, sintomas psicóticos e comportamento depressivo geral.
Depressão sazonal
É caracterizado pelo início de um quadro de tristeza prolongada durante os meses frios (outono e inverno), quando há menos luz solar natural. Este tipo de depressão ocorre principalmente durante o outono e o inverno, onde a falta de luz solar pode tornar as pessoas mais vulneráveis a flutuações normais de humor. Pode ser acompanhada pelo aumento do sono e ganho de peso.
Reconhecer que necessitamos de auxílio não é motivo de vergonha, mas sim um ato de coragem. A depressão é uma doença grave que atua na saúde mental e física, interferindo no nosso bem-estar e felicidade.
Quebre barreiras, combata o estigma e dê voz a si. Faça uma avaliação com os profissionais da Clínica Hipsi.