O Natal é uma das recordações mais bonitas que trazemos da infância e o que fica registado no nosso inconsciente, não é só a figura do entregador de presentes, pois o Pai Natal representa muito mais do que isso.
O mundo do Pai Natal é o que propicia a que a criança entre em contato com bons valores, bons princípios, com a fé, com a alegria de viver uma surpresa e com a satisfação de desejar muito e receber. Quando ela passa por tudo isto de forma harmoniosa, tende a tornar-se um adulto com mais fé em si mesmo, otimista, perseverante, um adulto que acredita no valor do desejo dos sonhos e luta por eles.
O papel dos pais é facilitar o mundo da imaginação para os pequenos, oferecendo-lhes todas as possibilidades de sonhos e fantasias, fantasia esta que é necessária para o desenvolvimento saudável da criança, pois estimula a imaginação, a capacidade criadora, permite que ela simbolize e compreenda os acontecimentos da vida, acelera o desenvolvimento intelectual, além de ser uma fundamental ferramenta cognitiva.
E quando surgir a inevitável pergunta: “O Pai Natal existe?”, o recomendado é questionar à criança o que ela pensa sobre o assunto, com o intuito de entender quais são as exceptivas, que informação possui e se está preparada para ouvir a verdade.
Caso entenda que a criança não está pronta (ainda é motivada e empolgada pela fantasia), combine que juntos irão refletir sobre o assunto, assim que a época passar.
Caso sinta que ela está pronta (desconfia muito da verdade, os amigos todos já sabem, etc.), aconselha-se a contar a verdade e mostre que o Natal continua mágico através da família reunida, das luzes, da árvore, da solidariedade, etc.
Quando o filho percebe que o Pai Natal é alguém conhecido que se fantasia, sente-se “gente grande” e caso tenha irmãos menores, é a altura de conversar e mostrar o quão importante foi para ele/ela acreditar no Pai Natal e que agora é a vez dos irmãos. Nesta fase, faça deles cúmplices da fantasia, eles adoram.
É importante que o momento da verdade não gere nos pais a sensação de culpa por ter mentido para o filho, mas que eles percebam que a criança viveu momentos mágicos, numa fase que deixa memórias muito positivas.
A criança gosta bastante de acreditar no Pai Natal e não se sente mal quando descobre que o bom velhinho não é real. Percebe que mesmo o Pai Natal não existindo, o Natal e a bondade para com as crianças é belo, exercida pelos próprios pais e adultos mais próximos.
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